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03/09/2015 14:10

Como identificar corretamente um lubrificante?

Trata-se de uma classificação feita pela SAE (Society of Automotive Engineers) para identificar a viscosidade do óleo lubrificante, que determina a espessura do filme lubrificante e representa a resistência ao escoamento pelas paredes do cilindro que irá lubrificar, mais tecnicamente falando, o atrito interno entre suas moléculas. 

A recomendação do melhor grau de viscosidade pode variar de acordo com o fabricante do veículo e, até mesmo, com o estado de conservação do motor. Normalmente, o que se tem observado é que os motores modernos são menores, mais potentes e com menos refrigeração. Além disso, ainda precisam atender às exigências da lei de emissões veiculares,
que restringem os compostos eliminados pela descarga do veículo, e também prover um menor consumo de combustíveis.

Assim sendo, os óleos lubrificantes menos viscosos são mais adequados e a grande maioria dos automóveis já saem de fábrica com óleos de grau SAE 5W-30. Cabe acrescentar que os dois números representam, respectivamente, os graus de viscosidade medidos em baixa e alta temperatura, com a letra W acompanhando o primeiro número, proveniente da
palavra inglesa “winter”, que significa inverno. Então, um óleo 5W-30 tem uma viscosidade a baixa temperatura na faixa especificada pela categoria 5W e tem, ao mesmo tempo, uma viscosidade a 100ºC na faixa do SAE 30.

Torna-se muito importante na identificação de um óleo lubrificante, entender que não é só a viscosidade que determina sua qualidade, mas também, e principalmente, o grau de desempenho desse óleo lu lubrificante dentro do motor, com relação a alguns parâmetros, como capacidade de prover melhor limpeza interna, resistência ao desgaste, resistência à oxidação, proteção contra a corrosão e alguns outros. Tais parâmetros não são obtidos com mudanças na viscosidade, e sim,
através da introdução de aditivos. 

Para melhor identificar os óleos lubrificantes quanto ao seu desempenho, algumas instituições e fabricantes de veículos criaram critérios de classificação que se tornaram referências mundiais. Entre essas entidades, duas são as mais importantes: o API (American Petroleum Institute), nos Estados Unidos, e a ACEA (Association des Constructeurs Européens de l’Automobile), na Europa. Os critérios são baseados, normalmente, em medições efetuadas em motores específicos para o tipo de desempenho que se deseja avaliar, e as classificações são efetuadas, separadamente, para motores do ciclo Diesel e motores do ciclo Otto.

Outra entidade também importante na identificação de óleos lubrificantes automotivos é o ILSAC (International Lubricants Standardization and Approval Committee) que une demandas de qualidade do mercado americano com as do mercado japonês, e que tem maior foco nos óleos de viscosidades mais baixas.

As classificações de desempenho para lubrificantes automotivos foram sempre desenvolvidas considerando apenas a gasolina como combustível, e os testes realizados utilizam este combustível buscando sempre maior severidade do que a normal utilização dos motores em campo.

Em consequência, os óleos lubrificantes desenvolvidos para motores a gasolina podem ser usados em motores utilizando combustíveis mais limpos, como o álcool carburante ou o gás natural veicular.

As classificações mais recentes para motores a gasolina (categoria “S”) são a ILSAC GF-5 e API SN, introduzidas no final de 2010. Para a categoria API SN foi incluída uma subclassificação chamada API SN – “Resource Conserving”, a qual contempla também as viscosidades mais baixas e é totalmente compatível com os requisitos ILSAC GF-5.

Para os motores a Diesel (categoria “C”), a classificação mais recente é a API CJ-4 que, mesmo projetada em 2007, atende a todas as necessidades dos motores 2010 e posteriores, e se torna cada vez mais importante, à medida que se introduz novas regulamentações para o controle de emissões.

Cabe lembrar que, atualmente, no Brasil, as classificações abaixo de API SF, para óleos lubrificantes de motor ciclo Otto, e API CF, para óleos de motor Diesel, estão proibidas de serem comercializadas por determinação da ANP.

No caso europeu, a ACEA faz revisão periódica de suas classificações, e a mais recente é a chamada ACEA-2008, oficializada a partir de dezembro de 2008. A classificação é simples, com três categorias básicas: A/B para óleos lubrificantes de motores a gasolina e pequenos a diesel; C para óleos lubrificantes compatíveis com catalisadores, e, portanto, com baixos teores de Enxofre, Fósforo e cinzas sulfatadas; e, por último, a categoria E, para óleos lubrificantes desenvolvidos para motores a diesel pesados. Após as letras vêm números indicando o nível de desempenho esperado dentro de cada categoria.

Uma terceira forma de identificar um óleo lubrificante é com relação aos óleos básicos com que foi formulado. Eles podem ser de base mineral, de base sintética ou uma mistura de ambas, dando origem ao chamado óleo semi-sintético. Os óleos básicos são extremamente importantes para certas qualidades do óleo acabado, como resistência à oxidação e, principalmente, a possibilidade de se obter uma película fina e resistente para formular óleos de boa qualidade. Para organizar uma classificação para os óleos básicos, o API adotou a divisão por grupos, considerando três características principais dos óleos: o teor de enxofre, o índice de viscosidade e o teor de hidrocarbonetos saturados. Dessa forma, elaborou um quadro onde cresce a qualidade desses três parâmetros do grupo I ao grupo IV (grupo das Polialfaolefinas – PAOs),
ficando o grupo V para diversos tipos de bases, incluindo os naftênicos. Para atender a uma necessidade de um nicho de mercado na Europa, foi criado o grupo VI para uma poliolefina especial. Já se fala na produção de óleo básico a partir da tecnologia GTL, que tem como matéria--prima o gás natural, que certamente terá uma classificação intermediária,
provavelmente um grupo III plus.

Conclusão:
A identificação de um óleo lubrificante deve ser feita sempre considerando os três parâmetros apresentados: o grau SAE, o grau API ou ACEA e a base com que é formulado, ou seja, mineral, sintético ou semi-sintético. A partir desta classificação básica, as montadoras de automóveis solicitam requisitos próprios, criando sua própria especificação, igual ou mais abrangente que a classificação básica, a qual representa a sua exigência de performance relacionada com a aplicação nos motores que estarão equipando os seus veículos. A definição do melhor óleo lubrificante para o veículo que se analisa deve sempre levar em consideração a recomendação do manual do fabricante, que vai especificar não somente a viscosidade e o nível de desempenho desejado, mas também a especificação interna de cada montadora. (Como por exemplo: VW 502.00/505.00, MB. 228.3, Scania LDF-2, Volvo VDS-1, Ford WSS-M2C913-A, entre diversos outros).

Fonte: ANP



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